BRUCE DICKINSON admite erro na saída do IRON MAIDEN e diz que NICKO McBRAIN tinha razão em criticá-lo

Vocalista relembra sua despedida da banda nos anos 1990 e reconhece que a situação poderia ter sido conduzida de forma muito diferente

Mais de três décadas após deixar o Iron Maiden pela primeira vez, Bruce Dickinson reconhece que sua saída da banda, em 1993, não aconteceu da melhor maneira. Em entrevista à revista Classic Rock, o vocalista afirmou que entende as críticas feitas por Nicko McBrain no documentário Iron Maiden: Burning Ambition e admitiu que a situação poderia ter sido conduzida de outra forma.

No filme, o baterista relembra o período em que Dickinson anunciou sua decisão de deixar o grupo enquanto a turnê ainda estava em andamento. Incomodado com a forma como tudo aconteceu, McBrain disparou:

“Eu tinha que olhar para a cara dele todas as noites. Nós poderíamos ter lidado com isso de uma maneira muito melhor.”

Questionado sobre a declaração do companheiro, Dickinson não tentou rebater as críticas. Pelo contrário: concordou com elas.

“O problema foi que a primeira pessoa para quem contei foi Rod Smallwood, e ele tentou controlar a situação. Isso cria uma conspiração. Eu não faço mais esse tipo de coisa. Hoje eu simplesmente diria isso diretamente para as pessoas.”

O cantor também deixou claro que não guarda qualquer ressentimento em relação às palavras de McBrain.

“Não me importo com o que o Nicko diz no documentário. Nós somos como uma família. As pessoas dizem coisas, fazem coisas, e depois seguem em frente.”

Após deixar o Iron Maiden, Dickinson construiu uma carreira solo de sucesso durante seis anos antes de retornar à banda em 1999, ao lado do guitarrista Adrian Smith. Segundo ele, o período fora do grupo foi importante para seu crescimento pessoal e artístico.

“Aprendi como cinquenta por cento do mundo pode ser falso. Depois que superei isso, aprendi muito sobre criatividade e sobre cantar — coisas que, francamente, nunca teria aprendido se tivesse permanecido no Maiden.”

Ao voltar, Dickinson afirma que encontrou uma banda em um momento diferente e encarou a reunião como uma oportunidade de recomeçar.

“Acho que o Steve ficou desconfiado no início e pensou que eu só queria ganhar dinheiro. Mas minha atitude era: ‘A banda está sendo tratada como azarão agora. Então vamos começar de novo e surpreender todo mundo’.”

A reunião da formação clássica marcou uma nova fase para o Iron Maiden, que voltou a ocupar o topo do heavy metal mundial com álbuns como Brave New World, The Final Frontier, The Book of Souls e Senjutsu.

 

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Bruce Dickinson | Foto: Roberto Sant’Anna (Roadie Crew)
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