CANNIBAL CORPSE: Paul Mazurkiewicz admite que idade está cobrando seu preço

Paul Mazurkiewicz reconhece que continuar tocando death metal extremo aos 58 anos exige cada vez mais esforço. O baterista do Cannibal Corpse afirmou que já sente os efeitos da idade sobre sua energia e que precisa intensificar os treinos para manter no palco o mesmo comprometimento de sempre.

Em entrevista ao podcast Laughing Monkey With Shawn Ratches, Mazurkiewicz deixou claro que não pretende subir ao palco apenas para executar as músicas de maneira automática. Para ele, sentir-se fisicamente preparado é essencial para continuar na banda.

“Não quero me enganar ou sentir que vou subir ao palco apenas para cumprir tabela. Quero me sentir bem lá em cima. E felizmente me sinto.”

O músico, entretanto, admitiu que atualmente precisa se preparar muito mais do que no passado para conseguir manter seu desempenho.

“Provavelmente preciso praticar muito mais do que jamais pratiquei, apenas para sustentar e manter o que faço. Preciso fazer isso com mais regularidade do que nunca.”

A diferença em relação aos anos de juventude ficou evidente quando Mazurkiewicz falou sobre a energia necessária para tocar no Cannibal Corpse.

“Não tenho mais 30 anos. Você não tem aquela adrenalina natural correndo pelo corpo.”

Segundo o baterista, ele ainda se considera uma pessoa bastante energética, mas percebe que essa disposição já não surge de maneira tão natural quanto acontecia décadas atrás.

“Eu ainda tenho energia, mas ela está diminuindo, é claro, e preciso trabalhar para mantê-la.”

Por isso, a preparação tornou-se parte fundamental de sua rotina. Mazurkiewicz acredita que precisa continuar praticando e constantemente se esforçando para não perder a condição necessária para acompanhar o ritmo da banda.

“O importante é continuar praticando, continuar me esforçando e sempre fazer um pouco mais.”

O baterista também destacou que hábitos básicos passaram a ter um peso ainda maior conforme envelhece. Alimentação, hidratação, exercícios e sono estão entre os fatores que considera indispensáveis para continuar em atividade.

“Quando você fica mais velho, precisa comer direito, manter-se hidratado, fazer exercícios e dormir bem. Essas coisas são muito importantes.”

Mazurkiewicz ainda pratica hóquei no gelo, atividade que, segundo ele, contribui para seu condicionamento físico. Ele também atribui parte de sua boa condição à genética, embora reconheça que isso não elimina os efeitos naturais do envelhecimento.

Mesmo com todos esses cuidados, o músico sabe que existe um limite que não pode controlar. Em uma década, ele terá 68 anos e não sabe se ainda conseguirá executar músicas como Hammer Smashed Face com a mesma intensidade.

“Vou conseguir fazer daqui a dez anos o que faço agora? Não sei. Ninguém sabe. Daqui a dez anos terei 68 anos. Vou conseguir subir lá, aos 68 ou 70 anos, tocando ‘Hammer Smashed Face’ com convicção, com sentimento, sentindo que consigo fazer isso sem morrer ou sentir que vou desmaiar? Quem sabe?”

A preocupação não significa, porém, que Mazurkiewicz esteja pensando em abandonar o Cannibal Corpse. Pelo contrário: o baterista afirma que a paixão pela música continua sendo a principal razão para seguir em frente.

“Isso é quem você é e faz parte de você. Você só vive uma vez e talvez tenha essa oportunidade apenas uma vez.”

O Cannibal Corpse foi formado em 1988 e lançou seu 16º álbum de estúdio, Chaos Horrific, em setembro de 2023 pela Metal Blade Records. O disco foi gravado no Mana Studio, na Flórida, com produção do guitarrista Erik Rutan, integrante oficial do grupo desde 2020.

 

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