Em entrevista à revista Metal Hammer, Dave Mustaine falou de forma direta sobre o peso das perdas recentes no universo do metal. Para ele, o gênero atravessa uma fase clara de mudança geracional, marcada pela saída de cena de músicos que serviram como referência por décadas. Segundo o músico, esses artistas cumpriram um papel fundamental como modelos para várias gerações, o que torna suas ausências ainda mais difíceis de assimilar.
Ao citar nomes específicos, Mustaine admitiu que algumas mortes o atingiram de maneira particular. “Algumas das pessoas que perdemos realmente me afetaram. Lemmy, Dio, Ozzy… você ouve que eles se foram e pensa: ‘Não!’”, afirmou. Ainda assim, ele reconhece que esse processo faz parte do curso natural da vida e da própria história da música pesada.
A entrevista também retomou os planos anunciados pelo Megadeth no ano passado. A banda pretende encerrar suas atividades após o lançamento de seu 17º álbum de estúdio, o trabalho autointitulado Megadeth, previsto para 23 de janeiro, seguido por uma turnê mundial de despedida. A série de shows começa no Canadá, passa pela América do Sul em abril e inclui apresentações em festivais europeus ao longo do verão do hemisfério norte.
Questionado sobre o que pretende fazer depois que o Megadeth chegar oficialmente ao fim, Mustaine demonstrou incerteza. “Há tanta coisa acontecendo agora que eu realmente não quero pensar muito nisso”, disse, explicando que ainda não consegue conceber um encerramento definitivo.
Mais adiante, o músico aprofundou essa ideia, sugerindo que a ligação entre os integrantes vai além do fim formal da banda. “Não acho que exista um ‘dia seguinte’. Para todos nós, sempre vamos estar no Megadeth”, comentou. Para ele, o vínculo construído ao longo dos anos permanece, assim como a responsabilidade de ter criado músicas que continuam a inspirar instrumentistas ao redor do mundo.

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