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Livro conta os anos de ouro do rock em Brusque (SC)

O que leva uma cidade do interior a se tornar a “capital do rock do Brasil”? No caso de Brusque/SC, uma conjunção de fatores fez com que o lugar recebesse essa denominação lá nos anos 80, saga que é contada pelo jornalista brusquense Sharlon Schmidt Rensi no livro-reportagem “A Capital do Rock”.

Um bando de jovens sedentos por novidades foi o estopim de tudo, ainda na década de 70, com o surgimento do fanzine “Cogumelo Atômico”, seguido, na nos anos 80, por outro fanzine, “Contracorrente” – no qual este redator se orgulha muito de ter assinado uma coluna sobre heavy metal nacional, “O Peso do Brasil”, sob o pseudônimo de Tony Zimmermann, o que valeu até um agradecimento do Sepultura na contracapa do LP “Beneath the Remains” (1989).

O autor Sharlon Schmidt Rensi

Toda essa movimentação acabou repercutindo no surgimento de bares, como o Amarelo Vinte, de bandas locais, a exemplo do Bandeira Federal, e de shows/festivais realizados na cidade, nos quais o Cólera, um dos nomes mais significativos da cena punk da época, era presença constante. Aliás, encantado com a efervescência da cena, foi o vocalista, guitarrista e líder do Cólera, Redson, que deu o título de “capital do rock” à cidade.

Todo esse conjunto de atividades acabou repercutindo na grande imprensa, com matérias em jornais como “Folha de S. Paulo”, à época o de maior tiragem do país e que abriu uma página inteira sob o título “Brusque, templo do rock no Sul” em novembro de 1988.

No livro, Sharlon disseca aquela efervescência entrevistando os protagonistas já nos anos 2000, o que permite que se tenha um olhar muito especial sobre toda a cena, que perdurou até o final dos anos 90.

“A grande sacada do livro é articular as bandas e os jornais como um movimento interligado”, garante Sharlon. “Meu trabalho de pesquisa mostra que a ‘capital do rock’ surge muito antes da explosão das bandas locais, é um processo de transformação cultural forjado nos anos 70 com o ‘Cogumelo Atômico’ e que deslancha nos anos 80 com o ‘Contracorrente'”, explica o autor.

O fechamento do Amarelo Vinte e o encerramento de atividades do “Contracorrente” ajudaram a decretar o final de um momento que agora é revisto e revivido em “A Capital do Rock”.

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