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LUIS MARIUTTI sobre a dissolução do SHAMAN: “O problema não foi uma opinião, mas algo preconceituoso”

Após a confirmação do guitarrista Hugo Mariutti sobre o término do Shaman, divulgado em suas redes sociais na última terça-feira (10 – leia aqui), seu irmão Luis Mariutti afirmou nesta sexta-feira (13) ao canal KazaGastão, de Gastão Moreira, que o motivo não foi simplesmente por política ou pelas opiniões e discussões do baterista Ricardo Confessori com outras pessoas a partir de um post que fez em seu Instagram, mas sim por ele ter proferido “coisas preconceituosas”.

O baixista começou falando sobre como imaginou o retorno da banda em termos de relacionamentos: “Eu tentei nessa volta, com o Ricardo especificamente, ser o mais correto possível, no sentido de não misturar… Porque eu já vi que ele estava com uma cabeça mais radical, com pensamentos completamente diferentes do meu”. Mariutti comentou que ele e o restante da banda vinham sendo bastante cobrados pelo fato de não tomarem posição em relação aos comentários e postagens de Confessori. “A gente voltou com essa proposta de querer estar tudo legal, e não levar em conta… Porque o Ricardo de alguns anos para cá, ele tem postado coisas mais radicais, muitos fãs vieram ao longo desse tempo dizer, ‘Desculpa aí, mas eu não sigo mais a sua banda, porque eu discuti com o cara ali’, e isso tudo a gente vinha relevando, e sempre sendo criticado, ‘Pô, os caras são uns puta ‘passa-pano!'”, contou.

E ao contrário do que nós mesmos da ROADIE CREW divulgamos, simplificando que a banda se separaou por discussões sobre política, Mariutti afirmou que o motivo vai além disso. “Algumas mensagens falavam, ‘Porra, cara, por política vocês fizeram isso?’. Não, foi por preconceito, por coisas preconceituosas. Se ele não se deu ao trabalho de pensar… Porque ali tem uma frase, por exemplo, de preconceito ao feminismo, a minha esposa é uma mulher que vive com os conceitos feministas, que passa conceitos feministas para a nossa filha, conceitos de igualdade, e muitas vezes, por ela estar comigo, por ela opinar, ‘Ah, o que que essa mulher do cara está fazendo?’ / ‘Pô, essa “Yoko Ono” / ‘Essa…’. Entendeu, cara? Com esses papos, ‘Ah, a mina do cara quer dar palpite?’. Não, velho, (ela) é a mulher que produz eventos, é a mulher que contrata o Ricardo mesmo com todas essas diferenças, para tocar… Ele tocou agora em dezembro no nosso evento, contratado pela “feminista Fernanda (Mariutti)”. “Macho de esquerda é piada pronta!” (em referência a um dos comentários feitos pelo baterista no post que gerou todo esse problema). Você não acha que pode estar ofendendo ali pessoas que trabalham com você e tudo o mais?”.

Foto: Ruben Salas | Arte: Raphael Efez

Luis Mariutti também disse que sentiu uma “sensação de dever cumprido, de final de ciclo” após a gravação do último álbum do ShamanRescue, de 2022, e revelou que para ele a turnê foi “muito pesada”, e que no decorrer dela passou por três cirurgias por conta de inflamação no intestino. Luis compartilhou também que após tudo isso, foi verificar com quem Confessori havia discutido no Instagram. “É um baixista, meu fã, meu seguidor, seguidor da banda, que se influenciou pelo Luis Mariutti, e que a banda que ele fazia parte foi receber prêmio no meu evento, no nosso evento “Mariutti Team” do final do ano (de 2022), que a gente premiou bandas nacionais. (…) como eu falei, foi uma atitude dele, as coisas começaram a vir para nós, as pessoas começaram a nos cobrar atitude, as pessoas começaram a entrar nas páginas, nas redes do Shaman, para falar, ‘Porra, seus isentos!’, ‘Seus fascistas!’… Cara, não fui eu que criei a situação”.

Em outro ponto da entrevista, Luis Mariutti ressaltou que o problema que levou ao fim do Shaman não foi simplesmente a opinião de Confessori: “O problema não foi a opinião, o problema foi uma coisa preconceituosa, se tem pessoas de esquerda na banda, você dizer uma frase preconceituosa, “macho de esquerda é piada pronta!”, cara, você está ofendendo o cara da sua banda ou você no mínimo não está pensando no que pode gerar na questão do clima da sua banda, como vai ficar, como não vai, e é por isso que eu sempre tive esse cuidado para eu não me pronunciar, e muitas vezes eu fui tido como “isentão”, “passa-pano” e tudo mais, e aguentei calado. Mas aí volto naquele papo da energia. Claro que tem uma energia, porque são quantos anos eu tocando com o Ricardo?”.

Entre as pessoas que se posicionaram nas redes contra as atitudes de Ricardo Confessori, muitas questionaram o motivo de ao invés de encerrarem a banda os demais integrantes não optaram por afastar o baterista. Mariutti explicou: “Não é assim, também. Ele era parte importante da banda musicalmente. (…) eu já tinha esse sentimento após a gravação de que o ciclo acabou”.

Na terça-feira, Ricardo Confessori havia postado um vídeo em seu Instagram, em que começou a dizer que mediante ao ocorrido no post, ele decidiu “tomar uma atitude” sobre suas postagens. No entanto, o vídeo foi encerrado pela metade, antes mesmo de o baterista esclarecer o que havia decidido fazer. Assim como o mencionado post, o vídeo também já foi excluído do Instagram do baterista, que até o presente momento não mais se manifestou sobre o fim do Shaman, que foi oficializado na quarta-feira (11), através de nota oficial da assessoria da banda (leia aqui).

Assista a entrevista completa de Luis Mariutti ao KazaGastão:

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