MEGADETH: sessão do filme “Behind The Mask” gera transtorno em Shopping de São Paulo

Aconteceu na última quinta-feira (22) a estreia mundial de Megadeth: Behind the Mask, filme distribuído pela Trafalgar Releasing que aborda a trajetória de mais de quatro décadas do Megadeth. A exibição ocorreu um dia antes do lançamento de Megadeth, álbum de despedida da banda, disponibilizado nesta sexta-feira, 23 de janeiro. A sessão especial foi apresentada em mais de mil salas de cinema espalhadas por mais de trinta países.

 

 

Apesar do caráter global do evento e da expectativa em torno da produção, nem todas as exibições transcorreram conforme o planejado. Em São Paulo, uma sessão realizada em uma sala da Cinemark localizada no Shopping Pátio Paulista acabou se tornando palco de um episódio negativo, que gerou frustração entre os espectadores, conforme presenciado por este repórter.

A exibição estava programada para as 18h30, mas o público aguardou na sala por mais de uma hora sem qualquer informação oficial sobre o atraso. Durante esse período, não houve comunicados por parte da equipe do cinema. Diante do silêncio, um espectador decidiu procurar funcionários para entender o que estava acontecendo e retornou informando aos demais que a sessão teria sido cancelada por conta de um problema técnico.

Minutos depois, alguns funcionários entraram na sala e um deles confirmou que houve uma falha no projetor, informando que o filme não seria exibido. Na ocasião, foi solicitado que o público permanecesse no local, sob a promessa de uma compensação por meio de uma cortesia. A forma como a informação foi transmitida gerou indignação imediata entre os presentes, que passaram a questionar a inexistência de alternativas para a realização da sessão naquela data. Com a negativa, parte da plateia passou a exigir o reembolso integral do valor do ingresso e demais gastos, rejeitando a oferta inicial de compensação.

Insatisfeitos, os espectadores passaram a cobrar soluções sobre o que seria feito em relação aos gastos adicionais, como estacionamento, pipoca, refrigerantes e outros consumos. Houve ainda relatos de pessoas que se deslocaram de outras cidades exclusivamente para a sessão, além de quem utilizou transporte por aplicativo para chegar no horário previsto. O clima se agravou quando um funcionário se desculpou classificando o ocorrido como “apenas um erro”, declaração recebida com revolta por parte do público, que considerou a falha grave diante do longo atraso e da ausência de informações claras.

Em um segundo momento, outro funcionário afirmou que o filme não pôde ser exibido porque o cinema não havia recebido o KDM. A explicação, no entanto, foi apresentada de forma imprecisa. O KDM (Key Delivery Message) não é o arquivo do filme em si, mas uma chave digital de segurança que autoriza a exibição do conteúdo em um projetor específico e dentro de um período previamente definido. Já o filme propriamente dito é distribuído separadamente por meio do DCP (Digital Cinema Package). Sem o KDM válido, o sistema de projeção bloqueia a reprodução do DCP, mesmo que o arquivo já esteja disponível no cinema.

A indignação do público também se deu pelo fato de que, mesmo com o problema aparentemente identificado com antecedência, não houve qualquer aviso antes da entrada na sala. Espectadores passaram pela catraca, consumiram na lanchonete e aguardaram longos minutos sem qualquer posicionamento oficial. Um dos presentes afirmou que, após cerca de meia hora de atraso, questionou um funcionário sobre a situação e ouviu como resposta que a equipe sequer tinha conhecimento do que estava acontecendo.

Em meio aos protestos, um funcionário informou que o filme seria exibido no sábado seguinte. Ainda assim, parte da plateia manifestou desconfiança, alegando não haver garantias de que os problemas técnicos estariam resolvidos até a nova data, e que, possivelmente, já deveriam estar com ingressos esgotados. Na sequência, uma funcionária propôs a devolução do valor do ingresso e dos produtos adquiridos na bombonière, além de uma cortesia. Mesmo assim, a insatisfação persistiu, especialmente após a informação de que não seria possível reembolsar o valor do estacionamento.

A situação chegou a escalar, com menções a possível infração ao Código de Defesa do Consumidor, ameaças de acionamento da polícia e pedidos de indenização. Questionada sobre os motivos técnicos da falha, a funcionária explicou que a equipe tentou inserir o conteúdo em um pen drive, mas que o sistema de projeção não reconhecia o material, o que teria impedido inicialmente a exibição.

De forma inesperada, após todo o impasse, de repente o filme acabou sendo exibido normalmente, provocando reações de surpresa e alívio na sala. Ainda assim, durante a sessão, foram percebidas oscilações no volume do áudio, alternando entre momentos mais baixos e outros excessivamente altos, o que reforçou a impressão de que o sistema não havia sido devidamente testado antes do início da projeção.

Ao final da exibição, os espectadores receberam um ingresso de cortesia para assistir a qualquer outro filme da programação, com validade até 2027.

Momento de impasse antes do início da sessão

 

 

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