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MICHALE GRAVES – A Caminho do Brasil

Vocalista celebrará com os fãs brasileiros seu passado no The Misfits

Sua breve passagem pela lenda americana do horror punk, The Misfits, durante os anos de 1995 a 2000, foi suficiente para que o antes desconhecido Michale Graves ganhasse credibilidade e conquistasse uma legião de fãs. Naquele período de reencarnação da banda, Graves mostrou que, além de uma boa voz e de saber compor muito bem, tinha personalidade e identidade própria. Antes de sua audição, ele nunca tinha ouvido falar no The Misfits, e isto fez com que Jerry Only (baixo) e seu irmão Doyle Wolfgang Von Frankenstein (guitarra) desistissem dos já testados Peter Steele, do Type O Negative, e Dave Vanian, do The Damned, e o escolhessem para o lugar do temperamental Glenn Danzig. Sim, pesou o fato de que o novato não traria nenhuma influência do vocalista original. Com o The Misfits, Graves gravou American Psycho (1997) e Famous Monsters (1999). Ao deixar a banda, montou o The Lost Boys e o Graves, junto com Dr. Chud, que também havia saído do The Misfits. Já sem o baterista, renomeou o Graves de Gotham Road, porém passou a se dedicar a carreira solo, além de outros projetos, incluindo o Marky Ramone’s Blitzkrieg, do ex-baterista do Ramones. No início de 2019, Graves lançou Keys, um álbum focado em piano e voz. Entretanto, atualmente o vocalista tem voltado total atenção a turnê “American Monster Tour – Latin America”, em celebração aos dois álbuns que gravou com o The Misfits. Prestes a desembarcar no Brasil, Michale Graves atendeu a ROADIE CREW para falar da atual turnê, de seu novo álbum solo, do interessante projeto Nightmares, em que narra uma coleção de clássicas histórias de horror, e também da atual relação e de um possível retorno para a banda que o consagrou.

 

Achei interessante o formato de seu novo álbum solo, Keys, que foi lançado no último dia 25 de janeiro. De onde veio a ideia de gravar músicas focadas em piano e voz?

Michale Graves: Eu gosto muito de tocar piano e muitas de minhas músicas se saem bem para um acompanhamento nesse instrumento. Eu componho muito ao piano e sempre me aqueço tocando em estúdio. É também um formato ao qual eu nunca compartilhei anteriormente com o meu público.

Em 2015, você deu início a uma campanha no Kickstarter para financiar Nightmares, um projeto que apresenta uma coleção de histórias clássicas de horror, lidas por você. Sendo eu também um aficionado por histórias de horror, gostaria de saber o que o motivou a realizar esse tipo de projeto?

Michale: Sou grande fã de rádio. Especialmente, amo velhas histórias e audio books. Também adoro construir paisagens sonoras e a oportunidade se apresentou a mim para fazer as duas coisas. Foi um experimento que provou ser um sucesso. Fiquei bastante surpreso e animado com isso!

Atualmente você está em turnê solo, revisitando dois álbuns marcantes que gravou com o The Misfits, American Psycho e Famous Monsters. Qual é o seu sentimento sobre estar tocando estes álbuns novamente? A propósito, qual deles é o seu favorito?

Michale: Amo ambos profundamente. Sinto que é a hora certa para olhar para trás e revisitar essa música em sua totalidade neste momento. Para que eu, como artista, avance, tenho que primeiro dar um passo atrás e revelar tudo o que uma revisitação dessas músicas e a celebração dessas obras farão. Depois, então, vou seguir em frente e focar no meu novo álbum e esforços que virão pela frente depois que tudo isso acontecer.

Já que mencionou seu novo álbum, quando você pensa em lançá-lo?

Michale: Meu novo álbum será lançado em setembro. E essa turnê (atual) continuará atravessando 2019.

Quem são os outros integrantes que estão lhe acompanhando nessa turnê de celebração?

Michale: Carlos “Loki” Cofino (Gotham Road, Argyle Goolsby) na guitarra, Howie Wowie (The Roving Midnight, Nim Vind, Argyle Goolsby, Green Jellÿ) no baixo e Adam Parent (Nim Vind), na bateria.

Falemos especificamente agora sobre sua ex-banda, o The Misfits. Você afirmou algumas vezes que um simples telefonema seria suficiente para você retornar. As desavenças foram tão sérias ao ponto de você ainda não ter recebido esse esperado telefonema?

Michale: O ponto é que não sou em quem está obstruindo qualquer coisa que tenha a ver com o The Misfits. Jerry Only (baixo) e John Cafiero (N.R.: empresário de Jerry Only) não me querem de volta na banda. Eles não gostam de mim ou não querem trabalhar comigo, porque se quisessem me tratariam de maneira diferente. Eles procurariam colaborar e não litigar.

Apesar disso, você se vê gravando um novo álbum do The Misfits no futuro?

Michale: Não, porque Jerry Only e John Cafiero não farão. Eu… É claro que eu… Bem, você tem que falar com esses dois caras sobre o problema. Eu poderia especular, mas não vou… Justo agora.

Em junho você virá ao Brasil com sua “American Monster Tour – Latin America”, para vários shows no país. O que você espera quanto a reencontrar seus fãs brasileiros?

Michale: Estou muito feliz por estar de volta e estou ansioso para ouvir todas as pessoas bonitas cantar!

Para encerrar, penso que você tem muita coisa legal sobre sua vida e carreira pra um dia serem contadas em detalhes aos seus fãs. Você pensa em escrever uma autobiografia?

Michale: Eu estou trabalhando em dois livros neste momento!

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