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NOCTURNAL – São Paulo (SP)

Por Nelson Souza Lima
Fotos:
André Simões dos Santos

Segundona, feriadão do dia do trabalho. Nada melhor que descansar após maratonar no Summer Breeze Brasil. Só que não. A segunda-feira, 1° de maio, trouxe, além do Myrath no Carioca Club, uma overdose de black/thrash metal de alto nível. Organizado pela Caveira Velha Produções o festival que rolou na House of Legends, casa localizada em Pinheiros, zona oeste da capital paulista teve os alemães da Nocturnal como headliner. Os germânicos encerraram em São Paulo a tour Serpent Death Over Brazil que passou, entre outras, por Cuiabá (MT), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ).

Nocturnal é um dos maiores nomes do black/thrash atual e, em mais de vinte anos de carreira, sedimentou o caminho entre os fãs da música extrema. O quarteto formado por Invoker (vocal), Avenger (guitarra), Incinerator (baixo) e John Berry (bateria) deu mais uma mostra do quanto tem domínio de palco e plateia. Os alemães vieram ao nosso país promover seu mais recente trabalho, “Serpent Death” (2021), quarto da discografia, além de tocar músicas de outras discos. Porém, antes do Nocturnal, o evento trouxe quatro bandas brasileiras: Hereticae, de Londrina (PR) e as paulistas Álcool, Funeral Putrid e Amazarak.


Como eram cinco grupos, cada uma teve pouco mais de quarenta minutos pra se apresentar, sendo que o evento começou pontualmente às 17h com os paranaenses da Hereticae. O quarteto é bastante preciso com arranjos de prima que transitam por vários segmentos da música extrema. Chama muito atenção o fato de o Hereticae transformar cada uma de suas músicas em verdadeiras aulas de história. Fugindo de temática antirreligião, os caras bradam contra o colonialismo, pregando uma união da América Latina, combatendo os opressores, contando os vários episódios de resistência dos habitantes dos países sul-americanos para se libertarem do jugo europeu. A banda aborda, principalmente o domínio de espanhóis e portugueses, que escravizou, dizimou e massacrou os povos originários, além disso o show serviu para divulgar o álbum “Ecos do Atlântico”, tocando, entre outras, “Antipátria” e “Tupamara”. Um grupo que vale a pena conhecer!


Na sequência a paulistana Álcool, que conferi em novembro de 2022 na Jai Club, quando abriu para o Ambush. Lucas Chuluc, o simpático vocalista e guitarrista, disse que era a primeira apresentação da banda em 2023. Deram mais uma mostra  do quanto são talentosos. Ladeando Chuluc estão Igor Senna (guitarra), Pedro Cavichiollo (baixo) e Marcelo Oliveira (bateria), uma usina motora movida a álcool que faz um speed/thrash de responsa. Os bangers que iam tomando a casa conferiram porradas como Falsos HeróisQuebrando as Regras de DeusDomínios da BestaSelvagens da NoiteOferenda e o mais recente single, Templo do Horror. Conferir os paulistanos ao vivo é garantia de diversão e bate-cabeça.


Sai o Álcool e começa o corre dos roadies para a banda seguinte: o osasquense Funeral Putrid voltou à atividade, depois de um hiato de mais de dez anos. Porém, Gerunda (vocal), Cláudio Funerador (guitarra), Victor Magalhães (baixo) e Edvaldo Pepé (bateria) mantêm acessa a chama do death/black metal deixando claro que os anos longe dos palcos não enferrujaram os caras. No set, porradas criadas desde 1997, quando a banda foi formada. Os bangers presentes curtiram mais uma ótima apresentação, com muito bate-cabeça e até uma roda que, devido ao pouco espaço, não dava para ser tão louca. Entretanto, ficou claro do quanto os osasquenses são relevantes dentro do estilo.


Faltando cinco minutos para às 20h a horda impura do Amazarak subiu ao palco. A essa altura o House of Legends já estava com um público bem legal. Como também não é uma casa muito ampla, bangear sem encostar no outro é praticamente impossível. Porém, isso não foi problema no show da horda que traz The Black Spade Cavalo Bathory (vocal), Guilherme Sorbello (baixo), Kristiano Profano e Thiago Andusciais (guitarras) e Orlando Vulcano Blast (bateria). Cavalo Bathory invocou todos os demônios, abrindo as portas do Inferno que já estavam entre-abertas. Seu vocal que parece o grito desesperado de um exorcismo é assustador, com corpse paint e um inacreditável ornamento no pescoço feito de ossos.

Os primeiros acordes de “Impuro Armagedom” deram a dica pra ser formar uma roda com bangers batendo cabeça de forma insana. Portas do Inferno abertas e a prova de que o Amazarak entraria tranquilamente na trilha sonora do fim do mundo. O set durou pouco mais de quarenta minutos com insanidades sonoras como “Ascensão do Anticristo”, “Sob Ataques Profanos”, “Manchando de Sangue o Trono de Deus”, “Hino da Blasfêmia”, “Hellbangers (Begin the Killing)” e o final destruidor com um cover de “Iron Fist”, do Motörhead. Para Kristiano Profano a noite foi incrível por vários aspectos. Entre eles, a estreia do batera Orlando Vulcano e a volta aos mics de Cavalo Bathory.


“Ver os headbangers agitando insanamente e vociferando nossas músicas é uma enorme satisfação e orgulho do nosso trabalho, gostamos de estar em cima do palco e sempre é e será uma honra ver os bangers agitando conosco. Foi muito legal dividir o palco com grandes nomes do nosso cenário, como o Álcool e seu poderoso e técnico speed metal tradicional, o show deles foi brutal, sendo muito massa vê-los agitando nosso som”, diz. Falando dos amigos do Funeral Putrid e do Nocturnal Profano também é só elogios.


“O Funeral Putrid é uma horda que dispensa apresentações; eles voltaram há alguns anos e a qualidade musical é impressionante. Sempre uma honra estar com esses demônios. O Nocturnal é uma banda de reconhecimento mundial e são headbangers verdadeiros. O profano thrash metal que executam é visceral e marcante, fecharam a noite com maestria”, completa o guitarrista da Amazarak.


E como ele disse, o Nocturnal fechou mesmo a noite em alto nível. O legal de estar num local pequeno é que você vê os caras entrarem no palco, afinarem os instrumentos e uma rápida passagem de som. Invoker, Avenger, Incinerator e John Berry abriram o set com “Black Ritual Tower”, do recente “Serpent Death”. O mic de Invoker e a guita de Avenger estavam sem volume até a metade da música. Probleminha que foi corrigido e a avalanche sonora tomou conta dos bangers. Invoker interagiu de maneira insana com os fãs.


Trocando cervejas, pedindo para todos bangearem, virava o mic para a plateia e chamava os “hey, hey, hey”. O set dos alemães equilibrou músicas de todos os álbuns da discografia sem descanso para o público. Como o show não poderia passar das 22h o set foi rápido em todos os sentidos. Indo do black ao thrash com pitadas de heavy, eles mandaram do disco “Arrival of Carnivore” (2004), “Satanic Oath”, “Preventive War”, “Temples of Sin”, “Merciless Murder” e “Awakening”, essa última encerrou o show faltando dois minutos para 22h.

De “Violet Revenge” (2009), mandaram “Beast of Hades”, “Atomic Warfare” e “Swarn of Insects”. Além de “Black Ritual Tower”, o novo “Serpent Death” contribuiu com “The Iron Thone” e “Void Dweller”. O Nocturnal fez uma grande apresentação. Após o show o quarteto distribuiu palhetas, baquetas, autógrafos e fotos com os fãs. Foi um desfecho à altura de uma noite para guardar na memória.

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