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Entrevistas

PANZER FEST

"Músico não gosta de ficar parado, gosta de tocar..."

A banda Panzer surgiu no início da década de 90, mas atualmente vive sua melhor fase. Além de lançar seu material e tocar com frequência desde a retomada das atividades em 2002, dois de seus integrantes fundadores – André Pars (guitarra) e Edson Graseffi (bateria) – arregaçaram as mangas para organizar o “Panzer Fest”, que chega agora à sua quarta edição. Na entrevista a seguir, Pars fala deste lado empreendedor e de como surgiu a ideia de criar o evento, que segue neste sábado (01/11) no Cine Jóia (SP) com shows de Genocídio, Blasthrash, Ancesttral, Circle of Infinity, Sinaya e Panzer, além de jams especiais com Hellarise e Woslom.

De 1991 até hoje vocês participaram de diversos festivais, mas como é fazer o próprio evento, que chega agora a sua quarta edição?
André Pars:
 É muito legal poder fazer um evento da forma que a gente julga ser a certa, ou seja, com respeito às bandas participantes, respeito ao público, com horário para começar e terminar, intervalos curtos entre as bandas, local de primeira, som de primeira, preço popular dos ingressos, etc. mas ao mesmo tempo, é bem estressante. São muitos detalhes pra se preocupar e ao mesmo tempo aquela expectativa: será que o público vem, será que erramos em algo, etc. Mas posso te dizer que até agora vem valendo muito a pena. Espero que seja assim e que a quarta edição seja também vitoriosa.

Quais são as parcerias firmadas para a realização do “Panzer Fest”?
Edson Graseffi: Posso dizer que o próprio Cine Jóia já é, em si, uma grande parceria, pois acreditaram no potencial do festival e nos abriram as portas para o evento. Temos também a Randall, que mais uma vez vem nos dando suporte com os amplificadores, que são fantásticos. Além disso, temos a parceria de muitos veículos de mídia que compraram a ideia do fest e vem nos ajudando na divulgação desde o primeiro evento. Não posso esquecer da Metal Media que nos dá suporte em tudo que fazemos, a revista Roadie Crew, que tem nos apoiado desde o início da história da banda, algo que vai muito além do fest.

Existe alguma restrição a estilos para a escolha do cast do evento? Como foi a escolha de cada banda para esta edição?
André:
 Não existe restrição. Só apenas tomamos alguns cuidados. Por exemplo: pode ser complicado juntar uma banda de ‘Hair Metal’ com uma banda de Death Metal, mas isso faz parte da brincadeira toda. Tentamos deixar a coisa equilibrada mas há espaço pra todos. Se é bom, tem espaço.

O Panzer estará em todas as edições ou só quando o evento marcar algo pontual, como agora com o lançamento do DVD “Louder Day After Day”?
André: 
Por enquanto estivemos em todas as edições, mas nem sempre será assim. Espero que o Fest tome uma proporção onde se torne uma coisa independente da banda. Claro que de alguma forma estaremos sempre por perto, seja na organização, seja fazendo alguma participação, etc. Essa é a ideia.

Além do Panzer, muitas bandas nacionais estão organizando seus próprios festivais. Acha que os motivos são os mesmos que fizeram vocês terem essa ideia? A falta de espaço seria o fator principal?
André: 
Acho que sim. A falta de espaço, o desrespeito de alguns organizadores, a falta de estrutura, acredito serem os principais fatores que levam as bandas a abrirem os espaços por si sós. Isso é muito bom e acho que só deixa a cena mais forte.

Acredita que a realização de eventos simultâneos e a falta de interesse do público em comparecer a estes devam ser levadas em consideração para o que estamos vendo atualmente?
André: 
O que vejo muito hoje é um monte de pessoas que curtem som pesado, mas que estão acomodadas em suas casas comendo pipoca e vendo o youtube. Só saem de casa quando aparece um figurão do Rock. E o pior é que muitas vezes pagam ingressos com valores absurdos, pra ver shows ruins ou bandas mal-humoradas… Shows esses onde muitas vezes, o público é tratado como gado. Isso é o que tentamos mudar com nosso fest. Queremos que a galera saia de casa pra prestigiar o que é feito aqui, com respeito ao dinheiro tão difícil de ganhar. Eventos simultâneos não deveriam ser um problema, se o público comparecesse aos mesmos em massa. O país é muito grande e público consumidor é o que não falta. O que é preciso é ter vontade de largar o computador e ir assistir os shows ao vivo. Como o público diminuiu demais de tempos pra cá, os muitos eventos acabam dividindo o pouco público que ainda vai aos shows. Tomara que isso mude.

O “Panzer Fest 4” será realizado pela segunda vez no Cine Jóia, em São Paulo. Qual a diferença em se fazer um evento em um local mais amplo que um bar noturno e com estrutura?
André: 
Faz toda a diferença, principalmente no que diz respeito ao som, segurança da casa, espaço para as bandas, estrutura para o público, etc. Não tenho nada contra bares, muito pelo contrário, mas pra eventos com muitas bandas, precisamos de organização rígida, senão vira o caos e o Cine Jóia é um lugar perfeito pra isso. O pessoal da organização é realmente profissional e nos dá todo o apoio pra fazer o evento rolar de forma bacana.

Muita gente diz e vocês mesmo falam da importância do Panzer como um  grande nome do Metal dos anos 90, mas não acredita que o melhor momento vivido pelo grupo é o atual?
André:
 Com certeza. O passado foi bacana, nos deu uma base enorme, mas a banda é o agora. Agora estamos melhores do que nunca, com a cabeça no lugar, pensando de forma mais profissional e realmente levando a banda como uma empresa que tem obrigações e que tem que prestar um serviço, que no caso é fazer os shows, da melhor forma possível. O Panzer vem passando uma fase bem legal, com muitas conquistas, muitas parcerias, muitos apoios. Estamos muito felizes com a fase atual do grupo.

Tudo resolvido quanto ao The German Panzer e o Panzer do Brasil?
André:
 Sim, desde que eles não usem o nome Panzer apenas. (risos) O que ficou acertado é que o grupo alemão deve se apresentar como The German Panzer. Afinal, no Brasil, o nome Panzer é registrado por nós. Os fãs só têm a ganhar. Mais uma grande banda na cena. Só não queremos que todo o nosso trabalho de 23 anos seja ignorado por pessoas que julgam-se maiores ou melhores. De resto tudo ok! Tudo aparentemente resolvido.
EdsonNa realidade, devemos a mudança de nome deles principalmente ao público brasileiro que se manifestou de forma espontânea nas redes sociais deles, defendendo nossa causa. Devemos isso a vocês também! Trabalhamos com o nome Panzer há quase 24 anos e ele é nosso, é de vocês, é do público brasileiro!

Para finalizar, eu sei que o lema do festival é “Lutando Pela Cena Brasileira”, mas quem não luta? Digo isso porque sempre achei que vai quem quer, compra quem quer, assiste quem quer, sem precisar ser mandado a fazer nada. Entenda, quem só está em casa curtindo os discos das bandas do Brasil, dos EUA, do Japão, da Alemanha, não quer saber disso mas de certa forma está ajudando a fomentar o cenário, não acha?
André: 
Sim, com certeza. Ninguém realmente é obrigado a ir num show e nunca passou pela nossa cabeça que deva ser assim. Mas se o cara curte muito uma banda ou curte a cena, é legal que ele compareça aos shows, compre os discos, etc., pois isso mantém as bandas vivas. O fato de curtir o som apenas, assistir aos vídeos, etc. de alguma forma ajuda, pois movimenta o interesse e não tenho nada contra que apenas o faz. Mas acho legal o cara ir conhecer o que está sendo feito de verdade, cara a cara, sentindo e passando uma vibração que só quem curte som pesado sabe como é… Mas o que dizemos quanto a lutar pela cena, é principalmente em relação às bandas. Se as pessoas não vão aos shows, as bandas não tocam e consequentemente acabam. Isso é um fato. Músico não gosta de ficar parado, gosta de tocar… temos bandas excelentes, que simplesmente não conseguem se apresentar. Queremos aquela paixão do público de volta, assim como é ainda em alguns países. O público vai prestigiar, pois sabe que isso mantém a banda viva… é uma troca. O público tem a opção de ficar em casa se quiser, mas se for aos shows, pode ter certeza que a emoção é outra…

Serviço – “Panzer Fest 4”:
Data: 1º de novembro (sábado)
Cine Joia – Praça Carlos Gomes, 82 – São Paulo/SP
Horário: 18h (abertura) e 18h30 (primeiro show)
Classificação etária: Menores de 18 anos, mas acima de 16, entram apenas com autorização assinada pelo pai ou mãe, reconhecida em cartório, acompanhado de maior de 18 anos.
Ingressos: R$ 25,00 (quem comprar com antecedência concorre a um kit da banda Panzer)
Postos de vendas: Galeria do Rock (Rock Land, 1º andar, loja 262) / Rua Teodoro Sampaio, 825 / Estúdio Dual Noise – Rua Alves Guimarães, 538, Pinheiros.
Vendas pela internet: www.cinejoia.tv/ingressos

Entrada de menor de idade:
Menores de 18 anos, mas acima de 16, entram apenas com autorização assinada pelo pai ou mãe, reconhecida em cartório, acompanhado de maior de 18 anos. Baixe a autorização no link:
https://www.mediafire.com/view/d36h146d40lgc2d/panzerfest_autorizacaoparamenores.pdf

Como chegar:
De metrô: desça no metrô Liberdade, atravesse a praça ao lado da estação do metrô e dirija-se à Praça Carlos Gomes, o Cine Joia fica a 5 minutos a pé do metrô. O evento acabará antes da 1:00, podendo o usuário de metrô voltar para casa tranquilamente.
De carro: ao lado do Cine Jóia existem estacionamentos pagos particulares.

Horário do evento:
A casa abre às 18:00 e a primeira banda entra pontualmente às 18:30, chegue cedo, pois o evento começa cedo e NÃO AVANÇA pela madrugada.

Merchandising das bandas:
Haverá um ponto de venda de materiais das bandas no Panzer Fest.

 

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