Por Fernando Queiroz
Na última passagem do Cradle of Filth pelo Brasil, aconteceu uma das mais polêmicas novelas do metal extremo na atualidade. A saída repentina da tecladista e vocalista Zoë Marie Federoff e a subsequente demissão de seu marido, o guitarrista Marek “Ashok” Smerda, em meio à turnê, resultaram em uma uma sequência de acusações de ambos os lados – confira aqui mais detalhes.
Agora, em outra polêmica à parte, a banda carioca Tellus Terror, responsável pelo show de abertura — na mesma noite que gerou a saída de Zoë —, relatou distratos por parte da produção do Cradle of Filth. O grupo cita especificamente o vocalista Dani Filth, também alvo de acusações dos antigos membros de sua banda na situação paralela.
Por meio de seu Instagram, os brasileiros apontam um caso desrespeitoso — embora relativamente comum com bandas de abertura —, em que supostamente foram expulsos do camarim do Carioca Club, local do show. Segundo eles, o fato ocorreu antes da apresentação, e por isso tiveram que se vestir e improvisar banho em copinhos no banheiro comum ao público. Confira a nota da banda a seguir:
“No último sábado, o Tellus Terror teve a honra de dividir o palco com o Cradle of Filth em São Paulo.
Antes de qualquer coisa, nosso agradecimento eterno vai em primeiro lugar a vocês, público. Sem vocês, nada faria sentido.
Em segundo lugar, nosso obrigado à Sob Controle Produções, que tornou este evento possível.
E em terceiro, nossa gratidão a toda a nossa equipe que está por trás do Tellus Terror: técnico de áudio, iluminador, roadies, drum tech e nosso motorista – todos guerreiros que, junto conosco, acordaram a 1h da manhã para carregar a van às 3h, seguir viagem, descarregar e pré-montar tudo fora do palco.
NEM TUDO SÃO FLORES
Infelizmente, houve um episódio lamentável. O Cradle of Filth, através de Dani Filth e sua equipe, ordenou que fôssemos expulsos de nosso próprio camarim, sem qualquer motivo.
Isso nos tirou a chance de descansar, nos arrumar e nos preparar adequadamente para o show. Tivemos que improvisar: banho de copinho descartável nos banheiros de uso comum do público, maquiagem feita ali mesmo, vestindo nossos figurinos espalhados pelo chão de banheiros de uso comum, pois não havia o que fazer.
Foi uma atitude de extrema falta de respeito e deselegância por ordem do Cradle of Filth com uma banda pequena e humilde que estava ali apenas para fazer o seu melhor.
Fomos avisados sobre essa ordem do Cradle of Filth pela produção local de forma repentina, nos deixando extremamente tristes mesmo naquele momento. Com a ordem expressa de tirarmos nossas mochilas e malas do camarim às pressas, tipo ratos sendo expulsos de uma cozinha.
Saímos tristes, mas não quebrados. Nada abalou a nossa vontade de subir no palco e entregar tudo de nós ao público. E assim fizemos: cansados, exaustos, sem um minuto de descanso, mas com o coração em chamas, para oferecer um show intenso, verdadeiro e honesto.
Porque no fim das contas, banda ditadora pode até mandar que fiquemos até mesmo na rua, mas não consegue mandar na nossa vontade de fazer o nosso trabalho e show ao público.
Nossa eterna gratidão ao público que estava lá presente! Esperamos vê-los de novo em breve.
Stay Dark. Stay Tuned.”
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A cobertura completa do show do Cradle of Filth com abertura do Tellus Terror e dos americanos do Uada você lê aqui.
Sobre o Tellus Terror
Formado na cidade carioca de Niterói, em 2012, o Tellus Terror já conta com dois álbuns completos, sendo o último, Deathinitive Love Atmosfear, lançado em 2024. A banda de black metal sinfônico, que, assim como o Uada, fez o show de abertura do Cradle of Filth, é composta por Felipe Borges (vocal), Victor Magalhães (guitarra), Mauricio Belmonte (guitarra), Gabriel Magalhães (baixo) e Gabriel Filgueiras (bateria).
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