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TONY DOLAN relembra sua entrada no VENOM em 1989 e revela a condição que impôs para estar na banda

Quando o Venom lançou seu álbum de estreia, Welcome to Hell (1981), rapidamente se tornou uma das referências mais cultuadas para aqueles que se enveredavam para o lado obscuro da música pesada. Com o álbum seguinte, Black Metal (1982), Cronos (baixo e vocal), Mantas (guitarra) e Abadon (bateria) simplesmente deram a luz à um novo gênero, que acabou sendo batizado com o mesmo nome do disco. O trio britânico parecia indestrutível, no entanto, em 1988 Cronos saiu para seguir carreira solo e a banda recrutou Tony “Demolition Man” Dolan, do Atomkraft. Na nova edição da ROADIE CREW (#272), falamos com Tony Dolan, que, acompanhado por Mantas, hoje divulga There’s Only Black, segundo álbum do ‘outro’ Venom, o Venom Inc.. Além de falar do novo disco, Dolan relembrou sua entrada no primeiro Venom, em 1989. 

“Foi uma época interessante”, disse Dolan ao repórter Valtemir Amler. “Eu tinha o Atomkraft desde 1979 e aos poucos fomos criando um bom nome. Acho que nosso melhor momento foi em 1987, quando excursionamos pela então chamada Cortina de Ferro, o Leste Europeu. Aquela turnê foi grande, corremos a Europa com Exumer e Nasty Savage. Foi uma experiência intensa e essas coisas cobram um preço mais alto de algumas pessoas. Ao finalizarmos aquele giro, nosso guitarrista (Rob Mathew) resolveu sair. Pouco depois, o vocalista Ian Swift também decidiu pular fora, então as coisas estavam estranhas. Por um lado, tínhamos lançado um bom álbum (Future Warriors, 1985) e feito uma ótima turnê; por outro, metade da banda tinha pulado fora. Fiquei decepcionado e resolvi tirar um tempo pra mim, longe da música. Algumas semanas mais tarde, recebi uma ligação dizendo que Abaddon do Venom e Eric Cook, que era o agente da banda, queriam me encontrar em um pub para conversar.

Dolan completou dizendo que não imaginava o que estaria por vir: “Achei que seria uma conversa entre amigos, uma espécie de atualização sobre o que nossas bandas estavam fazendo, essas coisas. Bem, eu falei sobre minhas experiências com o Atomkraft e tudo que eles falavam era sobre o quanto Calm Before the Storm (Venom, 1987) havia sido ruim e sobre Cronos ter deixado a banda e partido para os EUA levando os guitarristas (Mike Hickey e Jimmy Clare). Ao mesmo tempo, eles contavam, o Venom tinha a oportunidade de lançar três novos álbuns com a Music for Nations, que tinha se tornado um selo importante ao lançar o EP Jump in the Fire, do Metallica (1984). Então, Abaddon me disse: ‘Precisamos de um novo baixista/vocalista, alguém que conheça as nossas músicas, que saiba tocá-las e que não tenha medo de sair em turnê e encarar o nosso público. Então, estamos pensando em quem poderia fazer um bom trabalho”.

Mesmo com essa deixa, Dolan garante que ainda não havia se tocado de que ele era a pessoa ideal na visão dos membros remanescentes do Venom: “Eu estava tocando guitarra no Atomkraft e nem imaginei que estivessem falando de mim (risos). Comecei a pensar em pessoas que conhecia e fui sugerindo o que me vinha à mente. No fim das contas, eles cansaram e disseram: ‘Olha, só existe uma pessoa que conhece essa banda o suficiente, que é amigo o suficiente para estar ao nosso lado e essa pessoa é você!’ Tudo que consegui dizer naquele momento foi ‘puta merda!’ (risos gerais)”.

Dolan revelou que sua reação naquele momento foi positiva, mais antecipou que impôs uma condição para entrar na banda: “Me senti honrado e tranquilo com aquele convite, pois nunca me vi como o cara que estava entrando no Venom para substituir Conrad (Lant, o popular Cronos). Se fosse esse o caso, nunca teria aceitado e jamais roubaria o trabalho de um amigo. Conrad estava com sua própria banda, fazendo sua música, e então fui convidado para o Venom. Eles eram meus amigos, eu amava a música deles e eles precisavam de mim para seguir adiante. Então, por que diabos eu não entraria na banda dos meus amigos? Ainda assim, impus uma condição, e jamais teria feito isso se ela não fosse atendida”.

E o vocalista/baixista esclareceu qual foi a condição imposta: “Deixei claro que me uniria ao Venom se Mantas estivesse na banda, caso contrário, eu estava fora. Eles já haviam conversado com ele antes e Mantas disse algo como ‘nem fodendo’. Eric pediu que tentasse convencê-lo a mudar de ideia. Fui até Mantas, pedi que ele voltasse para o Venom e a resposta dele foi: ‘Só volto se você vier comigo.’ E respondi: ‘Eu vou estar, pois essa foi a minha condição para entrar na banda, que você estivesse ao nosso lado.”

Você pode conferir a entrevista completa do Venom Inc. na nova edição da ROADIE CREW. Para adquirir a edição #272 ou para fazer a sua assinatura, acesse o site https://roadiecrew.com/roadie-shop ou entre em contato pelo telefone (11) 96380-2917 (whatsapp).

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