A discussão em torno de uma possível turnê comemorativa de 40 anos do álbum de estreia do Poison ganhou novos contornos nos últimos dias, após declarações públicas de Rikki Rockett e uma mensagem publicada por Bret Michaels nas redes sociais. O assunto envolve divergências internas sobre os planos para 2026, ano que marca quatro décadas de lançamento de Look What The Cat Dragged In.
Em entrevista ao Page Six, Rikki Rockett afirmou que existiu uma proposta concreta para a turnê, mas que as negociações não avançaram. Segundo o baterista, ele, C.C. DeVille e Bobby Dall estariam dispostos a seguir com o projeto, mas Bret Michaels teria exigido uma divisão financeira considerada inviável pelos demais integrantes. “Realmente, o que aconteceu foi que C.C., Bobby e eu estávamos dentro, e eu achei que o Bret também estivesse, mas ele queria a maior parte do dinheiro, a ponto de tornar impossível fazer isso. É algo como seis dólares para ele a cada um dólar nosso. Assim não dá para funcionar”, disse Rockett à publicação.
O músico também destacou que, embora o aspecto financeiro seja relevante, sua motivação vai além disso. “Eu não faço isso apenas pelo dinheiro. Tenho amor por isso, com certeza. Mas, ao mesmo tempo, você não quer sair para trabalhar duro só para fazer outra pessoa ganhar um monte de dinheiro”, completou.
Agora,, Bret Michaels publica uma mensagem em tom conciliador em suas redes sociais, sem mencionar diretamente as acusações. No texto, o vocalista parabenizou outros artistas por apresentações recentes, e reforçou sua visão sobre a banda. “Como sempre, considero o Poison como Bobby, C.C., Rikki e eu. Também não escondo meu amor pela BMB (Bret Michaels Band) e sempre terei ambos na minha vida. No fim das contas, amo música, amo os fãs e sou eternamente grato. Vamos seguir em frente e focar no positivo em 2026 e no potencial de uma futura reunião”, escreveu.
Enquanto o futuro do Poison permanece indefinido, Rikki Rockett anunciou um projeto paralelo para marcar os 40 anos do álbum Look What The Cat Dragged In. O baterista fará uma apresentação tributo ao disco ao lado de sua banda Rockett Mafia, tocando o trabalho na íntegra — algo inédito desde o lançamento original. O repertório inclui faixas como Talk Dirty To Me, I Want Action, Cry Tough e Look What The Cat Dragged In.
“Tocar o primeiro álbum do Poison com a Rockett Mafia é um momento de ciclo completo para mim. É cru, é divertido e é exatamente como essas músicas foram feitas para soar”, afirmou Rockett. “Celebrar os 40 anos é, acima de tudo, dar aos fãs a chance de reviver aquele momento com a gente.”
As datas dos shows ainda estão em fase de definição. Novas informações devem ser divulgadas nos canais oficiais da Rockett Mafia nas redes sociais e em seu site oficial.
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