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BRING ME THE HORIZON: Mais musicalidade e menos rótulos

A faixa etária dos britânicos do Bring Me the Horizon era de cerca de 20 anos quando eles estrearam em 2006 com Count Your Blessings e como naquela época o metal estava numa completa ebulição provocada por bandas de metalcore e deathcore que surgiam a todo instante. Logo, o que eles apresentaram foi rapidamente absorvido pelo mercado. No segundo disco, Suicide Season  (2008), o grupo flertou com o screamo/emocore e as mudanças não pararam por aí. A cada disco, uma novidade. Enfim, chega-se à Amo, o sexto e mais variado álbum da carreira de Oliver Sykes (vocal), Matt Kean (baixo), Lee Malia (guitarra), Matt Nicholls (bateria) e Jordan Fish (teclados). Conversamos com Nicholls sobre o novo disco, a descaracterização da sua música e o posicionamento do grupo com relação às críticas e direcionamento musical.

Desde a estreia com Count Your Blessings (2006) o Bring Me the Horizon vem conquistando posições e ganhando mais espaço na mídia. Com o recém-laçado Amo vocês finalmente chegaram à primeira posição nos charts do Reino Unido. Como se sente com essa conquista?   

Matt Nicholls: Isso foi muito legal, cara. Os nossos dois últimos discos (N.R.: Sempiternal, 2013 e That’s the Spirit, 2015) se saíram bem. Tanto é que conseguimos uma terceira e segunda posição com eles. Com Amo conquistamos a primeira! Isso é muito bom e estamos muito orgulhosos por conseguir este apoio de pessoas do nosso país.

Como estratégia, o grupo soltou vários singles – quase metade do álbum – antes do seu lançamento oficial. Você acha que isso contribuiu para a popularidade do disco?

Matt: Para ser honesto, eu não sei. Acho que em isso importa em parte, já que as pessoas ouvem a coisa com antecedência. Os dois primeiros singles lançados mostraram uma variedade sonora que era quase que o oposto do que as pessoas estavam costumadas a ouvir e isso as deixou intrigadas. Enfim, pode ser que tenha ajudado sim.

Com Amo vocês evidenciam o fato de que a banda não tem medo de buscar por diferentes sonoridades. O que levou vocês a migrarem da música pesada que faziam lá no início para um som de apelo mais pop, melódico e eletrônico que se ouviu nos últimos discos?

Matt: Exato. Acho que o tempo passa, nós crescemos e passamos a ouvir coisas diferentes. É uma questão de preferência e não temos medo de assumir riscos com o nosso som. Queremos exigir de nós mesmos, nos desafiar e ver o quão longe podemos ir com a nossa criatividade. Queremos ser melhores e fazer melhor enquanto músicos. É uma confiança que vem de dentro somada à coragem de fazer a coisa, entende?

A sonoridade cheia de influências eletrônicas de Amo dá uma conotação experimental ao disco. Considerando o fato de ser um dos fundadores de uma banda, o que você pensa deste direcionamento sonoro cheio de efeitos eletrônicos que vem cada vez mais tomando o espaço do rock que vocês praticavam?

Matt: Eu acho bom. Eu toquei em todas as músicas e nós conseguimos a sonoridade que empregamos (no disco) porque tivemos a sorte de trabalhar num estúdio que tinha uma grande coleção de baterias. Eu pude escolher o tipo de bateria e som que queríamos para cada uma das músicas. Geralmente você vai para um estúdio que só tem uma bateria e acaba ficando limitado a uma sonoridade. Por exemplo, desta vez eu pude usar bumbos de 26 polegadas em algumas músicas. Para mim foi muito bom ter tantas opções.

Já que você fala de bateria, a faixa Fresh Bruises me chamou atenção justamente pela sua linha de bateria que remete a algo tribal cheio de groove. Você estuda isso?

Matt: Eu gosto desse tipo de coisa. O meu jeito de tocar tem evoluído a cada disco, então venho tentando coisas diferentes. Sou autodidata, nunca tive uma aula na vida, então eu vou adaptando e evoluindo o meu estilo. Fresh Bruises traz várias camadas e o seu ritmo é quase que de uma salsa. É legal tocar ela.

Acredito que para fazer um disco como Amo você traga influência de várias áreas. Considerando que a Inglaterra tem uma grande cena eletrônica, esta cena os influenciou de alguma forma?

Matt: Eu acho que sim. O fato de ser britânico e ter crescido na década de 1990 com a influência da trance music, house music, drum and bass e coisas assim… Eu acho que mostramos um pouco disso em Nihilist Blues, com o som do sintetizador e tudo mais. O ambiente onde crescemos nos influencia até hoje.

A Inglaterra também é o berço do heavy metal e como representante do estilo vocês trouxeram o vocalista Dani Filth (Cradle of Filth) para a faixa Wonderful Life, o que foi uma grande surpresa se considerarmos a natureza de Amo. O que achou da participação dele?

Matt: Foi bom. Você pode julgar que ele é um cara muito séria pelo seu visual, mas ele é muito tranquilo. Você pensa que ele é o cara mais sério do mundo, quando na verdade é o completo oposto disso. Enfim, nós achávamos que o disco precisava de algo a mais, pensamos em algumas pessoas e Filth era uma delas. Nós entramos em contato e ele veio.

Amo, que batiza o álbum é uma das faixas, vem do verbo amar da língua portuguesa, mas vocês são ingleses. De onde surgiu o título?

Matt: A esposa do nosso vocalista é brasileira, foi daí que ele veio.

Em linhas gerais, este é um disco cujo tema amor permeia as músicas, sendo que se diz que várias letras tem como inspiração o divórcio de Sykes…

Matt: Na verdade há uma mistura de coisas onde ele canta sobre a vida de forma geral, então as letras não envolvem apenas o seu divórcio.

Certo. Como você receberam as críticas do seu público após o lançamento oficial do álbum?

Matt: A reação deles tem sido boa. Acho que sempre incomodaremos metade da galera com o que tentamos fazer. Têm fãs que gostam de você pelo som que era feito, mas por outro lado também tem gente que entende que não da para ficar lançando o mesmo disco e que é preciso exigir de si.  Às vezes parece que as pessoas são um pouco alienadas, então eu digo para elas darem uma chance ao disco, ouça ele algumas vezes e veja se ele cresce dentro de você.

Ao flexibilizar a sonoridade você acredita estar apelando para uma audiência mais abrangente?

Matt: Espero que para qualquer tipo de pessoa. Não queremos ser uma banda pesada para fãs de rock, queremos apenas ser uma banda sem colocar rótulos no que fazemos. Queremos todo tipo de gente – sejam fãs do pop, rock, dance ou o que quer que seja. Queremos que as pessoas venham e curtam pela música, não pelo seu gênero.

 

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