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MARK FARNER’S AMERICAN BAND – São Paulo (SP)

20 de abril de 2024 – Carioca Club

Por Marcelo Gomes

Fotos: Belmilson Dos Santos

Após cinco anos, o lendário cantor e guitarrista Mark Farner retornou ao Brasil para uma série de três shows. A primeira data aconteceu em São Paulo (20), no Carioca Club, onde o ex-integrante do icônico Grand Funk Railroad, que carrega mais de cinco décadas de estrada, se apresentou para um excelente público. Todavia, ao chegar no Carioca Club, fiquei preocupado com o pequeno número de pessoas nas imediações e dentro da casa. Restava ainda uma hora para o show e à medida que ia se aproximando do horário da apresentação, mais gente chegava. O público, majoritariamente acima dos 40 anos, chegou em cima da hora e encheu a casa. Com a pista praticamente tomada, às 19h15 a introdução começou a rolar – como é bom quando os shows começam cedo!

Esbanjando simpatia, Mark Farner deu início a apresentação com o clássico Are You Ready seguido por Rock N Roll Soul e Footstompin’ Music. Essas foram de tirar o fôlego! Os fãs cantavam tão alto que chegava a encobrir a voz de Mark. A cada solo, vibravam junto ao ídolo. Que energia incrível logo de início! Paranoid veio para acalmar um pouco os ânimos, mas isso não durou muito tempo. Farner solicitou alguns ajustes no som e sem aviso mandou We’re An American Band. Nem precisa dizer que a reação do público foi a melhor possível. Todos cantaram e agitaram como se em tempos de adolescência. Pura nostalgia! Ao final desse clássico, um fã jogou uma bandeira dos Estados Unidos para Mark e ele a estendeu na lateral do palco.

O setlist era uma sucessão de hits. A emotiva e ao mesmo tempo dançante Bad Time, ao lado da introspectiva Aimless Lady, tiveram seus lugares garantidos no repertório e mexeram com a emoção de todos. Sempre de bom humor, Mark aproveitou a pausa para mostrar seu gingado e fazer um número com uma toalha entre as pernas. Obviamente, arrancou muitas gargalhadas do público. Voltando ao que interessa, um ponto que chama a atenção é a energia de Mark, que está sempre sorrindo e interagindo com o público.

Se todos estavam extasiados com o que estavam vendo até então, as versões de Sin’s A Good Man’s Brother e I Can Feel Him In The Morning promoveram uma viagem coletiva aos anos 70. Belas melodias e uma banda afiadíssima provaram ainda ter espaço num show. A introdução melancólica na guitarra deu início a uma versão comovente de Ohio, cover do Crosby, Stills, Nash & Young. Não foi diferente em The Railroad, que arrancou muitos aplausos em seus acordes iniciais.

A próxima seria Same Ol Feeling, da carreira solo de Farner, porém ela acabou sendo substituída por Heartbreaker,  do Grand Funk. Decisão foi acertada, pois Heartbreaker é um baita blues com refrão marcante, que foi cantado como um mantra. Isso sem falar nos solos e na parte rápida do final que se transformaram num dos grandes momentos do show. A felicidade de Mark ficou estampada em seu rosto. E ele retribuiu dizendo: “Vocês são excelentes cantores”. Depois disso, a banda emendou Some Kind of Wonderful, do Soul Brother Six. Mais uma versão incrível! Dessa vez, Mark deixou a guitarra e focou somente no vocal, que contou com a ajuda massiva dos fãs. Parecia que o Carioca Club tinha virado um karaokê.

Por um instante, deu a entender que Mark e banda sairiam do palco para o famoso bis, mas um produtor da banda os alertou que o tempo estava acabando. Sem pestanejar, iniciam The Loco-Motion, de Caroline King. Esse clássico dos anos 60 foi revigorado por Farner e por falar em karaokê, mais uma vez o público participou ativamente, foi de arrepiar. Para se despedir, a lenda americana agradeceu a presença de todos e disse que seu guia é o amor e seu objetivo é a paz. Com isso, encerram com I’m Your Captain (Closer to Home), que não poderia faltar no setlist. As cortinas se fecharam e talvez por não terem saído do palco antes, o público custou a acreditar, tanto que ficaram esperando por uns cinco minutos. No entanto, esse era sim o fim dessa noite histórica.

Durante todo o show, a reação do público foi de êxtase. Dos aplausos fervorosos aos gritos ensurdecedores, ficou evidente que o legado do Grand Funk Railroad tem uma importância imensurável dentro da história do rock mundial. Mark Farner o mantém com legitimidade. Se não bastasse seu carisma, que contagia o público desde o primeiro momento, sua excelente performance entrega um show altamente visceral e verdadeiro, algo cada vez mais raro dentro do show business. Para quem gosta de música ao vivo, é simplesmente imperdível.

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