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VINNY APPICE fala de como o grunge atrapalhou o BLACK SABBATH na época do álbum “Dehumanizer”

Em entrevista ao site Metal Sucks, o experiente baterista Vinny Appice recordou o período em que passou com o Black Sabbath em seu retorno ao grupo na época das gravações do poderoso álbum Dehumanizer, que em 2022 completou 30 anos. Inicialmente, a pré-produção de Dehumanizer foi feita com o baterista Cozy Powell, no entanto, ele e o também saudoso Ronnie James Dio, que havia acabado de retornar ao Sabbath, não estavam se dando bem e isso estava sendo um grande problema dentro da banda inglesa. Naqueles dias, aconteceu de Powell sofrer um acidente de cavalo e fraturar a pélvis, o que o impediu de tocar bateria por um tempo. Como resultado da queda, o Black Sabbath se viu obrigado a interromper as gravações do sucessor de Tyr (1990), ainda mais porque seria difícil substituir alguém com o talento e as habilidades de Powell. No entanto, houve um dia em que alguém no campus sugeriu trazer Vinny Appice, velho parceiro de DIO, de volta ao posto que havia ocupado em Mob Rules (1981) e em Live Evil (1982), primeiro disco ao vivo do Sabbath.

“Essa versão do Black Sabbath sempre teve química”, disse Appice. “Era uma química que era muito diferente dos anos com Ozzy e diferente das versões sem Ronnie e eu. Éramos uma banda muito diferente dessas outras versões. Acho que as sessões foram ótimas. Foi tudo negócio desde o início. Voei para a Inglaterra e comecei a trabalhar com eles no álbum. E uma vez que entrei lá, as coisas saíram rápido porque sou fácil de trabalhar. Muitas pessoas se perguntam se é realmente Cozy no álbum, e não é! Ele gravou suas versões das músicas, mas suas coisas não estão lá. E eu também não copiei o que ele fez. Uma vez que eu entrei ali, fiz o que eu sempre fiz, e essa química entrou em ação rapidamente”, recordou. Sem qualquer sinal de arrogância, Appice falou de seu estilo de trabalhar em uma banda: “Uma coisa sobre mim no estúdio – e qualquer um que tenha trabalhado comigo dirá isso -, é que eu sou rápido, e uma vez que começo, as coisas acontecem rapidamente”, afirmou.

Se com Cozy o ambiente não estava tão tranquilo devido suas desavenças com Ronnie Dio, com o retorno de Appice a paz reinou em estúdio, ao ponto de o baterista retornar para casa após as gravações e ter adorado o som da bateria alcançado na mixagem feita pelo baixinho.

As coisas pareciam bem para a banda, principalmente aos olhos dos fãs, quando o disco foi lançado em junho de 1992, as críticas foram altamente positivas e todos diziam que o Sabbath havia concebido um dos melhores trabalhos de sua carreira. Entretanto, a coisa acabou degringolando e Ronnie Vinny não ficaram para o próximo álbum (Cross Purposes) que viria dois anos depois. Na mencionada entrevista, Vinny mencionou problemas internos na banda, porém apontou para um outro grande motivo de a banda não ter seguido em frente mesmo com a boa aceitação do disco. “Há todas essas histórias sobre lutas internas e problemas com Ronnie não se dar bem com os caras do Sabbath (N.R.: Vinny se refere a Tony Iommi Geezer Butler). E, sim, havia um pouco disso acontecendo e, de certa forma, acho que fazia parte da dinâmica – uma espécie de yin e yang. Mas o que ferrou Dehumanizer foi que ele foi lançado bem no meio de quando o grunge estava subindo para a vanguarda. E aqui estamos nós no Black Sabbath, tentando recuperar o som do início dos anos 80, e mesmo que tenhamos feito esse monstro de um disco, saímos parecendo dinossauros”, lamentou.

Vinny completou dando mais detalhes sobre o impacto causado por lançar um disco bem no início da explosão do movimento grunge mundo afora. “Lançamos o disco na era grunge, e as coisas já estavam ficando estranhas na banda. O resultado de tudo isso foi que tivemos que tocar em lugares menores quando saímos em turnê. Mas a questão é que chegamos lá e, no começo, estava indo bem. Tudo estava bem, e as multidões eram pequenas, mas as pessoas que compareceram realmente gostaram do álbum. Era uma situação em que sentíamos que, se pudéssemos observar isso, eventualmente a coisa mudaria porque a qualidade da música venceria. Porém as coisas começaram a dar errado de novo e acabamos nos separando como da primeira vez”.

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